A influência dos hqs na minha vida é um fato consumado por demais. Tanto que às vezes eu acho que tudo que eu já li a respeito me faz pensar diferente de todo o resto do mundo.
Na minha vida, tudo que fiz teve influência de alguma coisa. Não posso dizer que sou um cara muito original, apesar de meu irmão dizer o contrário. Tudo que eu faço tem algo por detrás. Tudo tem uma explicação, seja ela a mais esdrúxula até a mais admirável.
O ponto em que eu quero chegar é em Destino. Acreditar em destino... ou simplesmente traçar o seu destino.... Muitas HQ’s antigas traziam histórias curiosas e que nos fazem pensar um pouco na vida que levamos e que construímos a cada dia. Lembro de um leque de histórias que levavam o seguinte título: “o que aconteceria se...”. Essas sagas eram bem curiosas. Fatos ocorridos nos últimos dias me fizeram recordar disso.
A vida! A tão improvável vida nos mostra toda uma gama de coisas a serem feitas. Coisas que precisam ser feitas, coisas que podemos ou não fazer e coisas que aprendemos que não devemos fazer. É algo meio neurótico pensar “o que aconteceria se....”, mas como minha psicopedagoga e quase psicanalista de plantão (minha mãe) me ensinou, existem dois tipos de pessoas: as neuróticas (que são as consideradas normais - e eu e todos vocês que estão lendo esse texto também são, apesar dos pesares...é isso renderia outro texto enorme... será que somos normais?) e as psicóticas (bom essas todo mundo tem uma idéia, mesmo que errada, de como são e como se comportam).
“O que aconteceria se o Homem-Aranha não casasse com a Mary Jane” é só um exemplo para ilustrar a minha linha de raciocínio. Também posso “brincar de pirar” um pouco e imaginar algo do tipo “o que aconteceria algumas das minhas escolhas cruciais tivessem sido diferentes”.
Alternativas, muitas alternativas ... e nós escolhemos uma delas, acabamos sofrendo a ação delas, sejam elas boas, sejam elas ruins. Podemos também voltar atrás delas, chutar o balde ... bater na mesa e gritar “AGORA CHEGA!!!”.
As coisas acabam se tornando frutos de nossas ações e atitudes. E onde está o destino no meio disso tudo? Onde está a magia dos acontecimentos incríveis? Então eu novamente eu me pergunto: - Existe um destino? Somos predestinados a algo? Todas as coisas óbvias me fazem pensar que não. O problema é que eu não gosto de coisas óbvias, mas não posso fugir delas. Gosto de pensar em algo maior, algo que faça as coisas terem mais sentido e mais magia. Posso até descobrir um dia que estou me enganando, mas se somos fadados a trilhar nosso próprio caminho, também podemos escolher o que queremos pensar. Putz... que viajem... ok, leitores... certas coisas não são possíveis de se explicar... talvez essa seja a graça de viver(!?!) Quem sabe um dia a gente descobre (!!??)
Obs.: Quem sabe um dia eu não escreva um livro de auto-ajuda, ganhe milhões em dinheiro e me aposente precocemente!?!
Também há quem diga (não exatamente nestas mesmas palavras):
“além do objetivo do autor e da interpretação do leitor, há a intenção do texto” (Umberto Eco)